O Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Pará deu início ao processo de tombamento dos murais e pinturas expostos em seu prédio. As obras são assinadas pelo artista And Santos e são um manifesto à memória ancestral de Belém, com destaque para o povo Tupinambá. 

  Salas e halls do edifício também carregam a história da velha Belém através dos traços de And, com homenagem à Verônica Tembé e uma exposição sobre a cosmologia Tupinambá. 

 Recebemos a visita técnica do diretor do Museu da UFPA, Tadeu Costa e do museólogo Anderson Amorim para dar início ao processo de tombamento das obras, que, reconhece seus valores histórico-sociais para a Universidade Federal do Pará, além de garantir sua salvaguarda. 

 

Projeto "Retratos do Contemporâneo: as línguas indígenas na Amazônia Paraense" está na Agenda 2030 de impactos sociais da CAPES

Em outubro de 2025 a CAPES lançou o livro Impacto da Pós-Graduação Brasileira na Agenda 2030: Contribuição do Sistema Nacional de Pós-Graduação para a COP30 na Amazônia. A cerimônia ocorreu no Auditório Anísio Teixeira, na sede da Coordenação, em Brasília, na primeira reunião extraordinária do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES) no ano.                 O livro, composto por oito capítulos, destaca projetos e ações relacionados à temática nas nove grandes áreas do conhecimento. Há um destaque especial a projetos e ações relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) presentes nos documentos orientadores das 50 áreas de avaliação.

Esta obra, que se propôs a  contribuir para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro de 2025, dá continuidade aos debates de outra obra da CAPES/MEC, a Contribuição da Pós-Graduação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável: CAPES na Rio+20, lançada em 2012.

 

 

 

“Retratos do Contemporâneo: as línguas indígenas na Amazônia Paraense” é um projeto de pesquisa realizado pela da UFPA (Universidade Federal do Pará), liderado pelo Grupo de Estudos Mediações, Discurso e Sociedades Amazônicas (Gedai). Um de seus principais objetivos é dar visibilidade à rica diversidade linguística do Pará, mostrando a resistência, vitalidade e as transformações das línguas indígenas, através de filmes, mapas interativos e eventos. Com essas ações, o porojeto pode combater o apagamento cultural e linguístico e valorizar os povos e seus territórios, com foco no protagonismo indígena.
 
O que é o Projeto?
  • Foco: Documentar e divulgar as línguas indígenas faladas na Amazônia Paraense, um território com grande diversidade linguística (famílias Tupi, Macro-Jê, Karib, Aruak, entre outras).
  • Objetivo: Desmistificar a ideia de que línguas indígenas são “mortas” ou “ágrafas”, mostrando sua vitalidade e a produção cultural contemporânea dos povos indígenas.
  • Metodologia: Lançou um documentário, um mapa interativo, e promove ações de pesquisa e sensibilização. 
Principais Aspectos e Resultados:
  • Documentário: Apresenta a história, resistência e a luta dos povos indígenas, com participação de linguistas e lideranças indígenas.
  • Mapa Interativo: Uma ferramenta digital para explorar a diversidade linguística do estado.
  • Resistência e Transformação: Aborda como as línguas indígenas se transformam e resistem à pressão da colonização, sendo um pilar da identidade e luta territorial.
  • Protagonismo Indígena: Destaca a atuação indígena no ensino, arte e outras áreas, evidenciando sua voz e produção cultural.
  • Contexto Político: O projeto se insere em um cenário de luta pela demarcação de terras e contra projetos que ameaçam os povos indígenas, como o PL 490/2007 e o PL 191/2000, ressaltando a língua como forma de resistência.
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IMPACTO SOCIAL

O projeto Retratos do Conteporâneo: as língua indígenas na Amazônia Paraense contibuiu para a criação do o Projeto de Lei 447/2023, de autoria da deputada Lívia Duarte (PSOL), que reconhece os idiomas indígenas falados no Estado como patrimônio cultural e imaterial. A aprovação do PL aconteceu em setembro de 2025 com unanimidade, e agora segue aguardando sanção do governador.

 

 

 

     O livro impresso e a versão e-book são resultados das pesquisas apresentadas no II CONTRAM-Congresso de Tradução e Interpretação na Amazônia: rumo à expansão de 2025. Este  é um evento acadêmico organizado por pesquisadores (docentes e discentes) da Universidade Federal do Pará - UFPA, o qual foi coordenado pela Profª. Drª. Márcia Monteiro Carvalho do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL-UFPA) e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PPGET-UFSC) e a Técnica Administrativa Doutoranda Denise Aparício da Costa (PPGL-UFPA), Tradutora e Intérprete de Libras-português da Diretoria de Acessibilidade, vinculada à Pró-Reitoria de Assistência e Acessibilidade Estudantil da UFPA (DAcess/PROAES/UFPA) e Presidente da Associação dos Tradutores Intérpretes de Língua de Sinais do Pará (ASTILP).


       O evento surgiu do interesse em divulgar pesquisas na área dos Estudos da Tradução e da Interpretação, envolvendo línguas orais e de sinais, na região Norte do Brasil. A iniciativa foi motivada pelo fato de seus idealizadores terem concluído o doutorado em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 2020. A primeira edição do evento ocorreu em 2021, intitulada I Seminário de Estudos da Tradução na Amazônia (SETRAM): Tradução em expansão, o que a Amazônia traduz. Realizada integralmente de forma on-line, devido à pandemia da Covid-19, aconteceu nos dias 14 e 15 de abril de 2021 e contou com a participação de diversos docentes da região Norte e de outras partes do Brasil.

Leia o e-book na íntegra neste link. Uma cópia impressa do livro também está disponível na Biblioteca do PPGL.